
Desde muito cedo você recebeu uma serie de programações mentais condicionadoras. E tais programações foram embutidas em seu ser a partir de diversas ideologias sociais, familiares e religiosas, fazendo você perder a capacidade de ver as coisas como são realmente. Desde então, a sua mente rotula automaticamente tudo o que vê a partir deste condicionamento.
Muitas destas crenças referem-se a dinheiro, relações afetivas e ao campo profissional. Logo cedo você foi convencido de que é necessário trabalhar duro para sobreviver e que a sua obrigação é achar uma pessoa que o complemente, que o faça feliz.
Diversos conceitos morais de certo e errado foram absorvidos por você em virtude da educação que recebeu e, a visão que você possui de felicidade, também veio daí, ou seja, desde cedo o mundo lhe diz o que você deve ser e o que tem que fazer para se tornar uma pessoa boa e feliz, e todo tipo de desejo projetado num futuro passou a fazer parte da sua vida. Ao invés de ser grato pelo o que tem, você passou a se sentir frustrado por ainda não ter aquilo que deseja, sentindo-se ansioso e amedrontado pela possibilidade de não conseguir conquistar tais coisas, ou de não vir a ser o que o Eu idealizado definiu como "bom".
Mas a questão que deve ser avaliada é: Deu certo pensar assim? Você está feliz e realizado?
Saiba que, atras de cada uma dessas crenças está o medo. Medo de não chegar lá, medo de não ser amado e não ser aceito, medo de não ter sucesso e não ser reconhecido. Medos estes que criam uma série de mecanismos reativos que o arrastam para longe de si mesmo. Isto é, longe da essência que já é feliz e realizada por natureza.
Portanto, aproxime-se novamente de você e identifique tais crenças dando um novo direcionamento para a sua vida. Você não veio aqui para deixar um legado, para salvar o mundo ou para criar uma história de sucesso ou qualquer outra coisa. Você está aqui por um único motivo, o de descobrir o que realmente é, e a partir do desapego consciente, viver de acordo com aquilo que te faz bem, fazendo o que gosta e sendo autêntico com você mesmo.
(Diogo Beltrame)