
As idéias representam um conjunto organizado de cadeias de pensamentos. O fluxo das idéias que transitam a cada momento no palco de nossas inteligências não pode ser dominado. Todos nós somos viajantes no mundo das idéias; viajamos para o passado, reconstruindo experiências já vividas; viajamos para o futuro, imaginando situações ainda inexistentes; viajamos também para os problemas existenciais.
Pensar não é uma opção espontânea do ser humano; é o destino infalível. Não podemos interromper a produção e geração de pensamentos; mas podemos gerenciá-los. É impossível interromper a construção e o fluxo dos mesmos; pois vivemos e agimos de acordo com os nossos pensamentos.
Governamos o mundo exterior, mas temos enormes dificuldades em gerenciar o nosso próprio interior, o dos pensamentos e das emoções. Somos subjugados por necessidades que nunca foram prioritárias, pelas demências do mundo moderno: o consumismo, a estética, a segurança e a beleza externa.
Vivemos em um mundo onde a dualidade opera acima de qualquer situação pessoal ou sentimento humano. E isso, gera terror, medo e ansiedade em nossas vidas.
Muitos de nós vivemos na contradição da miséria emocional. Possuímos diversos títulos acadêmicos, somos cultos, mas, ao mesmo tempo, infelizes, apreensivos e hipersensíveis. Não sabemos absorver com inteligência as contrariedades, frustrações e as críticas que a sociedade nos opõe.
Os prazeres mais ricos da existência, como a tranqüilidade, as amizades, o diálogo que troca experiências existenciais, a contemplação do belo, são conquistados pelo que somos, e não pelo que temos.
Assim, o que precisa ser feito é aprendermos a coordenar nossos pensamentos e sentimentos, nos reciclando e procurando investir em nossa qualidade de vida.
Wagner Paulo da Silva