17 de mai. de 2013


 Artesanato feito por presos é vendido no exterior

Produtos feitos por presos da penitenciária Ariosvaldo Campos Pires, de Juiz de Fora/MG, estão ganhando fama internacional. Detentos da unidade – que abriga pessoas que cumprem pena em regime fechado e semiaberto, além de presos provisórios – trabalham na produção de peças em tricô e crochê, parte delas assinadas pela estilista mineira Raquel Guimarães. Os produtos já foram vendidos em 70 lojas multimarcas no Brasil, além de Nova Iorque e Tóquio.

Em Paris, exatamente na Place Vendôme, lugar mais badalado da moda mundial, já foi inaugurado um show room permanente das peças produzidas pelos homens que cumprem pena na penitenciária de Juiz de Fora. O projeto funciona no presídio desde 2009 e tem contribuído para a reintegração dos detentos no mercado de trabalho. Projetos dessa natureza são fomentados pelo programa Começar de Novo, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), como forma de garantir a ressocialização de egressos do sistema carcerário e evitar a reincidência criminal.

O trabalho no sistema prisional tem se mostrado benéfico a todas as partes: ao Estado, que cumpre sua função de humanização e ressocialização dos indivíduos que estão presos; aos próprios detentos, que têm a oportunidade de se profissionalizarem enquanto cumprem pena; e aos parceiros, que contam com mão de obra mais barata e com alta produtividade. Além disso, o trabalho autônomo reforça o vínculo deles com a família. São os familiares que levam o material a ser trabalhado e que vendem o produto fabricado. Dos 480 presos da penitenciária, 267 estão envolvidos em atividades laborativas.

 http://www.cnj.jus.br/noticias/cnj/23153-artesanato-feito-por-presos-e-vendido-no-exterior