CHEGUE NA PAZ

8 de ago de 2010

Para os Pais...

Conta-se que um homem ainda jovem, querendo saber o segredo de ser um bom pai, foi visitar um sábio que vivia no alto de uma montanha. Ao ser recebido por ele, logo expôs seu problema:
- Estou aqui porque preciso da sua orientação. Não sei bem como lidar com meus filhos. Quando sou severo com eles, acusam-me de ser ditador.

Quando sou atencioso, gentil, tomam-me por fraco. Amigo, diga-me qual a melhor forma de criar os filhos! Após ouvi-lo atentamente, o sábio limitou-se a entregar-lhe um cinzel e um bloco de madeira, dizendo:
- Pegue isso, leve contigo. Quando tiveres esculpido uma obra de valor, traga-a aqui e terás a resposta que procura. O jovem pai olhou surpreso para o sábio. Não quis ser descortês com quem lhe dispensara um pouco de tempo e gentileza em recebê-lo. Decepcionado, pegou o material oferecido pelo sábio e se retirou. Entristecido, chegou a sua casa cabisbaixo. Os filhos logo o cercaram querendo saber para quê servia aquele material. Ele se deixou envolver pela alegria contagiante das crianças e logo se viu sentado entre elas tentando esculpir algo na madeira. Os dias se passaram quase sem ele perceber até que finalmente conseguiu concluir sua obra. O jovem pai subiu novamente a montanha e orgulhoso, apresentou ao sábio o resultado de seu trabalho. Tomando a escultura nas mãos, o sábio observou e apreciou cada detalhe.
– Muito bem! – disse o sábio ao pai – ao esculpir a madeira, como eram os golpes que você dava com o cinzel? Fortes ou fracos?
O jovem pai respondeu: - No início eu dava golpes duros, secos, desajeitados. Percebi que isso prejudicava a madeira, mas fui aos poucos adquirindo prática e então fui aprendendo a golpear com menos força, a usar melhor o cinzel, a tirar somente as lascas que fossem necessárias. Aprendi a conhecer a madeira, a amar a obra. Passei a visualizar quão bela seria mesmo antes de tomar forma. Aprendi a respeitar suas limitações e as minhas, aprendi que para cada obra há um tipo de madeira, que é preciso paciência e cuidado com os detalhes. Aprendi que outros poderiam me ajudar, mas que cabia a mim a responsabilidade de fazer e terminar a obra. Aprendi a não esperar a perfeição, visto que meus próprios esforços são imperfeitos. Aprendi que, mesmo se houvesse um modelo a seguir, cada obra é única. Aprendi que a beleza já reside na madeira e que minha função foi apenas ajudar esta beleza a vir para fora. Aprendi que por detrás de uma aparência rude, descuidada e até danificada, pode estar uma madeira nobre, precisando de reparos, que pode ser recuperada se for trabalhada com carinho. Aprendi que estou aqui mais para aprender do que para ensinar.
– Muito bem, meu amigo! – concluiu o sábio – aprendestes o ofício paterno!Aprendestes a ser pai!

O dia dos pais tem origem na antiga Babilônia, há mais de quatro mil anos, quando o jovem Elmesu moldou e esculpiu em argila o primeiro cartão desejando sorte, saúde e vida longa a seu pai. No Brasil, dizem, partiu do publicitário Sylvio Bhering a idéia de festejar o Dia dos Pais na década de 50 e por motivos comerciais, a data foi alterada para o segundo domingo de agosto. É uma data que convida a fortalecer vínculos, através de abraços, telefonemas, olhares que traduzem no mínimo “muito obrigado, pai! Você me deu a vida”.
Que todos os pais recebam carinho todos os dias e possam esculpir obras de arte chamadas "filhos".

Um comentário:

  1. Oi amiga, fiz um breve discurso à mesa no dia dos pais, que emocionou todo mundo, inclusive a mim mesma!!! rsrsrs
    Tenho certeza que Renato gostou muito do carinho que recebeu dos filhos e de mim.
    Bjs no seu coração.

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